Na noite em que todos brindavam à promoção de Charlotte Whitmore, ela transformou minha taça em uma armadilha. Charlotte sabia que eu tinha uma cardiopatia congênita. Mesmo assim, misturou energético ao meu champanhe e trocou a água do meu remédio por limão concentrado. Meu coração disparou. A dor rasgou meu peito. Em segundos, desabei diante de todos. Charlotte riu e disse que eu estava fingindo. Os convidados acreditaram. Ethan Cross, meu noivo e o poderoso chefe da Rolling Stones, também.
Me agarrei à perna do meu noivo e implorei por uma ambulância. Por um instante, ele hesitou. Então Charlotte falou, e o olhar dele esfriou outra vez.
— Ela é médica. Você vai ficar bem.
Ethan afastou minha mão e me deixou agonizando no chão.
Foi ali que entendi, para ele, a palavra de Charlotte valia mais do que a minha vida.
Então parei de implorar. Com as últimas forças, enviei uma mensagem ao meu pai:
— Pai, venha me buscar.
Todos achavam que eu estava sozinha.
Logo descobririam o quanto estavam errados.