Meu irmão, Jude Easton, matava aula e começou a namorar cedo demais. Mas nossos pais me enviaram a mim, a filha sempre nota 10, para um centro de correção comportamental, dizendo que era para dar uma lição nele. “Jude, olha bem para a Willa. Apronta de novo, e você vai para lá também.” Minha família visitava de vez em quando. No primeiro ano, um instrutor estourou meu tímpano. Eu estava coberta de sangue, agarrando as grades, implorando por ajuda. Pai, ajuda! Meu pai apontou para mim ao falar com Jude: “Olha para ela, ainda não consegue obedecer coisas simples. Se você não nos obedecer, vai acabar igual a ela.” No segundo ano, o instrutor quebrou minhas duas pernas. Meus pais, em pé ao lado da cama, disseram: “Olha só você, deitada aí como uma inútil. Viemos até aqui para te ver, e essa é a recepção que recebemos. Que ingrata.” No terceiro ano, o instrutor me encheu de hormônios. Eu inchei igual uma baleia. O instrutor deu um sorrisinho. “Seu útero agora não presta mais. Vamos ver se algum homem vai te querer agora.” Jude ficou do lado de fora da cela, com a aprovação para uma faculdade de ponta. Toda a família parecia estar satisfeita. “Willa, Jude passou em uma faculdade de ponta. Você fez a sua parte. Vou te levar para casa.” Eu pisquei, minha visão turva, tentando entender. “Quem é Willa? Todos me chamam de jumenta”.